About rodrigo

Sempre achei que sim, cantar no ônibus ou metrô incomoda todo muito. Além de ser uma baita falta de educação. Ninguém merece escutar uma música que não gosta cantada por algum desconhecido desafinado.
Mas ontem no metrô aconteceu algo novo. Um cara começou a cantar e todos começaram (quase) a curtir…. Ele era em si uma figura engraçada, um vovô de cabelos brancos, polo azul de gola branca, calça skini e óculos do super-man. Um hipster passado dos setenta anos…hahahahaha

Ele começou a cantar uma música em italiano, “Dio, come te amo”. Cantava mal e desafinado, mas começou a comover as pessoas. Uns riam… Mas um cara, no meio da multidão, começou a cantar junto. Cantar meio baixinho, balbuciando. Mas era nítido que, enquanto cantava, ele lembrava de alguma coisa, sorria.

Comecei a imaginar toda a história que havia por trás daqueles dois senhores, cantando uma sofrida música de amor e lembrando…. Foi quando entendi o poder daquela canção e a diferença dela e dos funks que quando cantados ou escutados no coletivo incomodam tanto: aquela música lembrava, emocionava, dizia alguma coisa para alguém.

Antes dos ufanistas meterem o pau, falando que eu só acho essa história legal porque a música era italiana que o funk representa uma cultura nacional e blablabla, deixo claro que: aquela musica só não emocionou o metrô inteiro porque algumas pessoas não estavam entendendo a letra. Qualquer um que tenha assistido uma novela da globo sabe o que significa “Dio, come te amo”, mas não entendiam o resto da letra.

O fato é que aquela musica tinha sentimento, sentido e trazia lembranças. Ela pode ser em italiano, mas tenho certeza que se fosse uma do Chico Buarque, ou um samba canção do Arlindo Cruz ou um pagodinho bem meloso do Negritude Junior, o efeito contagiante seria muito maior.

Acredito que as pessoas não se incomodem tanto com o fato de cantarem ou escutarem funk no metrô. Acho que o que as pessoas estão cansadas mesmo, é de tanta gente propagando o vazio por ai.

Ah, não sabe que música é “Dio como te amo”. Escuta só:

 


Eu adoro ações interativas, principalmente nos cinemas. O cliente já esta lá, alegre, aberto e disponível para novas experiencias.
Essa ação de promoção da serie Walking Dead é demais. 
Confira.

 



Minha formação é Editorial. Tenho a primeira página de um jornal como um campo sagrado da informação. Mas quando a idéia de traduzir em real time a capa do Estado de S. Paulo surgiu, não pude deixar de achar genial, desafiador, ousado e muito criativo.

Pude trabalhar neste projeto nas três ocasiões que o Red Balloon, mais uma vez junto com a Ogilvy, fez realizou a ação. Em 31 de janeiro de 2011 (link aqui) e em 30 de janeiro de 2012 (link aqui) a ação aconteceu no Estado de S. Paulo. E no dia 20 de junho de 2011 foi a vez da Folha de São Paulo (link aqui).

A logística e o trabalho envolvendo uma ação dessas é enorme. É preciso um diagramador só para a capa em inglês, mais três tradutoras, que vão passando as notícias para o inglês a medida que a redação vai fechando a capa.

Quem já acompanhou o fechamento da capa de um jornal sabe que as notícias vão sendo alteradas diversas vezes no decorrer da noite, e não são raros os casos em que sai uma primeira tiragem com uma capa e na madrugada roda uma segunda tiragem com uma capa diferente.

Todas essas situações aconteceram durante as traduções. E tiveram que ser contornadas, junto com o esforço de não alterar o sentido das matérias e ter que fazer as palavras em inglês caberem em espaços já determinados.

Com certeza, no meio de tantas dificuldades, erros na revisão e traduções estranhas aconteceram. Isso, ao meu ver, foi o mais admirável. Porque? Por que na preocupação de não alterar de forma alguma o sentido das matérias, abriu-se mão muitas vezes de um inglês mais “correto” para se usar traduções mais literais e manter o sentido da informação intacto. E assim, a tão sagrada primeira pagina é preservada.

Essa ação, além do reconhecimento dos profissionais da área e dos clientes da Red Balloon e dos jornais, ganhou o reconhecimento da mídia especializada, através do premio Max Midia de 2011 (link aqui).


Eu acho as Pinups as mulheres mais sexys que existem. E também acho filmes de apocalipses os mais legais, mesmos os mais toscos.
Agora imagina que incrível um calendário que une ilustrações de pinups com apocalipse!
O artista grafico Andrew Tarusov pensou nisso. Agora, se alguem entender russo, me avisa e me diz como encomendar um! kkkkk
PS: Detalhe macabro, dezembro acaba no dia 21….

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