Sem-Título-8Uma das coisas que mais cria angustia em quem navega pelas redes sociais é saber se o que você quer publicar vai acabar queimando o seu filme com alguém. Afinal, ter um perfil profissional e um pessoal dá muito trabalho. E você quer poder desabafar na sua timeline de vez em quando, não é mesmo?

É possível sim, juntar profissional e pessoal num mesmo perfil. Aliás, eu acho que essa é a atitude mais correta. Afinal, boa parte do marketing pessoal consiste em mostrar quem você é fora das 8 horas regulamentares do expediente de trabalho.

Mas, para isso, é preciso ter algumas coisas em mente e configurar outras tantas no Facebook. Feito isso, é só aproveitar uma timeline plena e sem se colocar em roubadas.

Conte até dez antes de publicar

Mesmo publicando apenas para aquele grupo seleto de amigos, é sempre bom ter em mente aquela dica que o Salman Kan deu no seu livro Socialnomics: Isto que eu vou publicar, eu mostraria para a minha mãe? Se a tua mãe, que te ama incondicionalmente, não quer ver isso ai que você pretende publicar, tenha certeza que ninguém mais quer.

Categorize seus contatos

Fique tranquilo. Ninguém, além de você, pode ver as listas que você criar. Pense em conceitos “chave” que possam ser as categorias para a criação das listas. Coisa simples e abrangente, para facilitar na hora da publicação.

Eu sugiro criar uma ou duas listas novas e aproveitar as listas que já existem no Facebook.

Amigos – Aquele povo que você publicaria qualquer coisa, sem dó. É a categoria default do Facebook, todo amigo novo entra automaticamente aqui. Quem estiver nesta lista pode ver, comentar e compartilhar qualquer coisa que você publicar.

Conhecidos – Assim que você adiciona uma pessoa aos amigos, o Facebook pergunta se você quer coloca-la a uma lista, e Melhores Amigos e Conhecidos são as primeiras listas. Colocando em Conhecidos você diz ao Facebook que essa pessoa é tua amiga, mas não muito. É o jeito mais rápido de excluir pessoas quando for postar alguma coisa. Coloque aqui aquele pessoal que você quer compartilhar quase tudo, mas que uma ou outra coisa do seu “lado negro da força” seja melhor esconder. Quem estiver nesta lista vê todo o seu perfil sem restrições, menos aquilo que você selecionar para não compartilhar com eles.

Restritos – Quem estiver nessa categoria só poderá ver as suas informações básicas e o que você publicar como público. Porém, para que isso funcione, você também tem que selecionar numa listagem essa categoria, mas ela fica mais escondida que os Conhecidos. Aqui entra todo aquele pessoal que você só adicionou por educação e toda aquela “renca de X9 lá do trampo.”

Melhores amigos – Basicamente só serve como lista de distribuição. Eles podem ver tudo o que você posta e todas as suas informações, iguais os Amigos.

Listas Especiais – O Facebook automaticamente tenta categorizar seus contatos. Ele cria listas da sua cidade ou do colégio onde estudou. Como o critério destas listas depende das pessoas terem adicionados estas informações, é uma categorização pouco confiável.

Listas que você criar – Sugiro criar uma ou duas listas no máximo. Para aqueles amigos muito chegados, para publicar o impublicável ou para aqueles contatos profissionais que as vezes é bom direcionar as postagem sem saturar a sua timeline. Funciona mais como lista de distribuição.

Adicionando um contato

Sem-Título-1Veja como é simples. Depois que pegar o habito de fazer isso com todo novo contato vai ser bem fácil. Ao adicionar um novo amigo já selecione na listagem em qual categoria quer que ele fique.

Alterando a lista de um contato

Sem-Título-2Entre na sua lista de amigos, selecione um a um e altere o status. Parece que dá trabalho, mas se você se concentrar em categorizar apenas como Conhecidos e Restritos, verá que serão poucas pessoas que você terá que alterar.

Configurações Adicionais – Privacidade

Sem-Título-3Agora, para garantir que apenas quem você quer irá ver as suas informações, vá em Configurações de Privacidade. Na página seguinte, navegue pelo menu à esquerda e selecione os itens para configurar quem pode ver cada uma das suas informações.

Em Privacidade você poderá configurar quem pode ver as suas postagens de um modo geral e como as pessoas podem encontrar o seu perfil no facebook usando ferramentas de busca, como o google. Clicando sobre Linha do Tempo e Marcações, você irá configurar quem pode publicar no seu perfil, quem pode marcar você em alguma publicação e quem pode ver e comentar onde você for marcado.

Uma configuração importante é a privacidade dos seus dados pessoais e informações básicas  como local de trabalho, status de relacionamento, telefone, etc. Clique sobre o seu nome, no canto superior direito, e depois em Atualizar Informações. Na página seguinte irá aparecer todas as suas informações pessoais. Ao lado de cada uma existe um botão Editar ou o ícone das configurações de privacidade. Vá clicando em um por um e alterando para tornar disponível apenas o que você quer.

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DICA: Deixe tudo liberado apenas para Amigos. Assim você garante que ninguém vá te marcar naquela baladinha suspeita, e quem não devia, mas é amigo do amigo, veja você queimando seu filme de maneira épica.

Agora confira tudo

Sem-Título-4Clicando sobre aquele cadeadinho ali no topo, do lado do seu nome, você tem acesso rápido as configurações de privacidade. Selecione Quem pode ver meus itens? para ver qual é a configuração atual de quem pode ver as suas publicações futuras. O item mais importante é O que outras pessoas podem ver na minha linha do tempo?, com ele você entra em um modo “teste” e pode navegar na sua própria página como se fosse outra pessoa.

Clique em Ver como um pessoa específica e digite o nome de qualquer um dos seus contatos. Ao lado do nome, entre parenteses, irá aparecer o nome da lista que o contato está. Ai é só navegar para ter certeza de que aquela pessoa ou lista está configurada corretamente.

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Postando e cantando e seguindo a canção

Sem-Título-6Agora é só postar. Veja como é simples. Cada vez que você escrever algo, antes de clicar em Publicar, clique nas configurações de compartilhamento que ficam bem ao lado desse botão. Na lista é só selecionar para quem vai. Aqui fica claro que, se você classificar os “indesejáveis” como Conhecidos, em dois cliques a postagem é publicada com segurança. Sem quiser, em Personalizado você pode encontrar a lista de Restritos e todas as outras que você criou.

DICA: Caso você costume publicar no Facebook através do smartphone ou de outros dispositivos (como Instagram ou Twitter), fique atento nas configurações que você deixou selecionadas na última vez que fez uma postagem usando um computador. Estes dispositivos irão usa-las.

 

Pronto. Agora aproveite a liberdade de ser sempre você mesmo para todo mundo. Mesmo que não seja sempre o mesmo. ;D


Rogowski-ThereIsARainbow

Livros de auto-ajuda são polêmicos, há quem adore o gênero e quem condene. Porém, uma indiscutível qualidade eles possuem: auto-ajuda é o único gênero literário que poderia dar vida ao trabalho do fotógrafo Kent Rogowski.

From the series: Everything I wish I could be

Como os assuntos destes livros se repetem bastante um pouco, as artes das capas e os títulos das obras foram utilizados brilhantemente pelo fotógrafo para formar narrativas e assim criar belas e interessantes imagens. Conheça o projeto “Everything I Wish I Could Be“.

Title: The end is just the beginning Title: Am I the only one?

Fonte: Revista Vida Simples

Esta obra reúne o melhor das artes gráficas e da literatura brasileira. Nada mais do que isso, o melhor. 318 Citações do Pr. Antônio Vieira foi organizado pelo professor Emerson Tin e tem projeto gráfico de Kiko Farkas e Adriano Guarnieri.

A qualidade da obra já começa pelo selo editorial, Tordesilhas foi idealizada pelo Estúdio Máquina, do próprio Kiko Farkas, quem também fez o logo. O selo se propõe (e consegue) a produzir obras de extrema qualidade editorial e gráfica.

É tanta coisa boa junta que terei que dedicar um tópico para cada uma. Porém, começo com a deliciosa nota com os créditos da obra. Além de facilitar muito o meu trabalho, ela é praticamente um hiperlink.

“Este livro, composto em tipografia Electra e diagramado pela Alaúde Editorial Limitada, foi impresso em papel Chamois Fine Dunas oitenta gramas pela Geográfica no dois milésimo sexagésimo sexto ano da publicação de Sobre o orador, de Marco Túlio Cícero. São Paulo, agosto de dois mil e onze.”

A não ser que você conheça Cícero, e em especial a obra citada, você já deve ter entendido porque se trata de um hiperlink e esta pensando em pesquisar no google. Eu facilito pra você. Marco Túlio Cícero foi um orador e filósofo romano, considerado o pai da oratória e o “criador” de muitos dos conceitos da filosofia. Na obra Sobre o orador, Cícero trata de qual é o papel de um orador e dá conselhos sobre como um orador deve agir.

A Editora: Tordesilhas
O Tordesilhas é um selo editorial dedicado a literatura que se propõe a atingir a excelência gráfica e editorial das suas obras, sempre convidando especialistas e tradutores renomados, tornando a leitura confortável por meio de design gráfico bem caprichado. Concebido pelo Máquina Estúdio, de Kiko Farkas, que criou também a sofisticada logotipia, o selo ainda possui uma versão para obras infantis, o Tordesilinhas.

O Projeto Gráfico: Kiko Farkas e Adriano Guarnieri.
Kiko Farkas é designer gráfico conhecido internacionalmente por vários trabalhos. Formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1982 e em 1987 abriu, em São Paulo, a Máquina Estúdio, realizando trabalhos nas áreas editoriais e culturais, como produção de cartazes, catálogos de arte, ilustração e livros.

O designer coleciona prêmios e trabalhos memoráveis, como a série de catálogos e cartazes para a OSESP e três prêmios Jabutis, da Câmara Brasileira do Livro. Em 2005 seu estúdio venceu o concurso para a criação da Marca Brasil, programa de identidade corporativa para o turismo brasileiro. Em 2006, a convite do Ministério da Cultura, Kiko Farkas foi co-curador e responsável pela criação do pavilhão brasileiro na feira DesignMai no programa Copa da Cultura, em Berlim. Kiko Farkas é membro da Alliance Graphique Internationale (AGI) e foi um dos fundadores da Associação de Designers Gráficos (ADG Brasil).

Adriano Guarnieri é designer, italiano e esta no Máquina Estúdio desde 2011. Infelizmente não consegui muitas informações sobre ele, além de seus belos trabalhos linkados no Behance.

O Organizador: < a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4706352P4">Emerson Tin
Emerson Tin é mestre e doutor em teoria e história literária pela Universidade Estadual de Campinas, entre outros títulos. Além das 318 citações, organizou os livros Para sempre – Cinquenta cartas de amor de todos os tempos (Editora Globo), Antologia da poesia barroca brasileira (Companhia Editora Nacional/Lazuli) e A arte de escrever cartas (Editora da Unicamp).

Pr. Antonio Vieira
O padre Vieira nasceu em Portugal em 1608 e formou-se noviço na Bahia, em 1626. Além de teologia, estudou lógica, física, metafísica, matemática e economia. Lecionou humanidades e retórica em Olinda e em 1634 foi ordenado sacerdote, na Bahia. Foi um grande e produtivo escritor do barroco em língua portuguesa. É considerado por muitos um mestre da oratória e um dos fundadores da literatura brasileira.

A Obra
318 citações do Pr. Antônio Vieira é a primeira obra da linha de antologias do selo editorial Tordesilhas. O organizador selecionou trechos de sermões, cartas e monografias do padre que ainda em seu tempo foi considerado o maior sermonista da Europa e da América.

Esta coletânea é ao mesmo tempo uma amostra da genialidade do Pr. Antônio Vieira, autor de frases belíssimas, e obra de referência, com citações agrupadas em ordem alfabética de tema (Admiração, Adulação, Alegria, Amizade, Amor… até Vontade).

Capa: 4×1 cores.
Miolo: 1 cor.
Papel: Chamois Fine Dunas 80g
Acabamento: Lombada colorida (quem souber o nome correto desse acabamento deixa ai em comentário….hehehe)
Gráfica: Geográfica
Capa: e Projeto Gráfico: Kiko Farkas e Adriano Guarnieri
Revisão: Eugênio Vinci de Moraes e Carmen T.S. Costa
Organização: Emerson Tin

Citações
Costumes
“A pior cousa que têm os maus costumes é serem costumes: ainda é pior que serem maus.”

Felicidade
“Não há felicidade sem companhia.”

Mundo
“O domínio do mundo não consiste em o possuir, consiste em o pisar.”

Necessidade
“Não há vício nem maldade que a fome não persuada, nem torpeza ou infâmia que a necessidade e pobreza não facilite.”

Obras
“Há ocasiões em que o não fazer consiste tudo.”

Paciência
“O amor pesa-se na balança da paciência: padecer menos é amar menos, padecer mais é amar mais.”

Perda
“Esta é a ingrata condição do natural humano: sentir mais o que perde do que estimar o que logra.”

Sofrimento
“Não é necessário ser grande para ser capaz de grandes penas.”

Ver
“Sendo tão natural no homem o desejo de ver, o apetite de ser visto é muito maior.”

“O ver é mais estimado dos homens que o viver.”

Vitude
“A virtude é como o segredo: oculto, conserva-se; manifesto, perde-se.”

Vontade
“Maior cativeiro é estar sujeito à vontade própria que à alheia.”


Quem tem mais de 30 anos fica com um nó na garganta só de lembrar da cena do cavalinho Artax, fiel amigo do Atreiú, morrendo no Pântano da Tristeza. Essas e outras cenas épicas fazem parte do filme História sem Fim, clássico absoluto da Sessão da Tarde nos anos 80.

O cavalinho (é assim que está no livro) Artax morre de tristeza. O obvio seria pensar que, para passar pelo Pântano da Tristeza, era preciso ser feliz. Mas, o recado que o filme dá nessa cena é a esperança, único sentimento que não fará os heróis afundarem na lama da tristeza.

Para quem não conhece, esta é a história do garoto Bastian, que perseguido pelos colegas de escola, infeliz com a sua família, em mais um dia de fuga das perseguições que sofria no colégio acaba dentro de uma livraria antiga e sombria (um sebo, basicamente….rs). Lá ele descobre o livro “História sem Fim”. Curioso, rouba o livro e se esconde no sótão da escola. Assim embarca na aventura do livro, que conta a história do fim do Reino da Fantasia, da morte da Imperatriz Criança e de como o Nada quer acabar com a imaginação no mundo. Para salvar esse mundo da Fantasia, Bastian precisa dar um novo nome para a Imperatriz criança, vencer seus medos e fazer parte da história.

O que pouca gente sabe é que o filme é baseado no livro homônimo de Michel Ende, escritor alemão de romances fantásticos e livros infantis. Estou aqui para falar do livro.

O filme, mesmo com dívidas claras ao livro, mantém viva a saga de crescimento espiritual e pessoal que os heróis, Bastian e Atreiú, devem passar. Uma das cenas que mais me marcou é quando Atreiú chega em frente as duas Esfinges. Ele precisa atravessar entre elas, porém, sempre que alguém tentar passar com medo, as esfinges soltam raios mortais pelos olhos.

Os cavaleiros mais corajosos de Fantasia já haviam falhado na tentativa. É que, instantes antes de atravessar, as Esfinges mostram para quem tenta passar a coisa mais assustadora de suas vidas: A verdade sobre si mesmo.

O ponto principal da história é que, para salvar Fantasia, Bastiam precisa realmente entrar na história. E para marcar isso no livro, os trechos que acontecem com Bastian dentro do livro e os trechos que acontecem fora do livro, são marcados em cores diferentes, marrom e verde.

Assim como eu fiz aqui, onde coloco em marrom o que falo sobre o que acontece fora da obra e em verde o que é sobre os ideias do livro, nessa linda produção gráfica o trecho que acontece com Bastian fora da Historia sem Fim esta em marrom e o que acontece dentro da historia esta em verde.

A saga é trançada em torno da luta destes jovens para que o Nada não destrua fantasia. O Nada é o nada mesmo. O fim. Ele é personificado como Gmork, um lobo. O trecho do diálogo entre Atreiú e o Nada, numa cidade destruída, é emblemático da mensagem do livro:

“- Calma, pequeno louco, rosnou o lobisomem. Quando chegar a sua vez de saltar para o Nada, você se transformará também num servidor do poder, desfigurado e sem vontade própria. Quem sabe para o que vai servir. É possível que, com sua ajuda, se possam convencer os homens a comprar o que não necessitam, a odiar o que não conhecem, a acreditar no que os domina ou a duvidar do que os podia salvar. Por seu intermédio, pequenos seres de fantasia, fazem-se grandes negócios no mundo dos homens, desencadeiam-se guerras, fundam-se impérios…”

FICHA GRÁFICA

A obra original é de 1979, e impresso no Brasil pela Martins Fontes desde 1985. O que apresento aqui é a 2ª tiragem (2001), da 8ª edição (2000).

A letra capitular do inicio do capítulo é uma ilustração lindíssima e delicada, muito próxima de uma xilogravura. O miolo é impresso em duas cores, marrom e verde, que dão um belo efeito nas ilustrações.

Não sei se a idéia de imprimir cada voz do livro em uma cor é da obra original, assim como as ilustrações, mas é isso que faz essa uma obra gráfica belíssima.

Capa: 2×2 cores. Preto e um marrom pantone.
Miolo: 2×2 cores pantone, verde e marrom.
Papel: provavelmente pólen 90g

Gráfica: Cromosete
Capa: Kátia Harumi Terasaka
Produção Gráfica: Geraldo Alves
Revisão Gráfica: Ivete Batista dos Santos e Márcia da Crus Nóboa Leme

Tradução: Maria do Carmo Cary
Revisão da tradução e texto final: João Azenha Jr.


Eu odeio teoria da conspiração. Esse negócio de achar que tudo o que o governo faz é pra faturar em cima da população, que toda edição do Jornal Nacional é manipulada, acho tudo isso um saco.

Uma prova disso é o incêndio que aconteceu hoje na favela de Paraisópolis. aqui e aqui

Quando começaram a construir a Perimetral Paraisópolis (a.k.a Av. Hebe Camargo) teve um monte de gente falando que iria começar a especulação imobiliária e que o governo e as construtoras fariam de tudo para faturar em cima. Mania de perseguição. Sim, o governo “ocupou” a favela. Mas foi só porque a violência estava demais. Só por isso.

Quando a avenida foi inaugurada pela metade, teve gente que achou estranho a avenida ligar o meio do Panamby ao meio de uma favela, desembocando no CEU Paraisópolis. Poxa, favelado também precisa acessar a marginal e bacana precisa de um caminho rápido pra buscar bagulho na boca. A avenida ajudou todo mundo. Tá, teve gente perdida, como esta nessa matéria aqui. Pessoal desavisado.

E é só esperar o resto da avenida ficar pronto. A avenida vai ligar o Panamby ao estádio do Morumbi. Lindão. Vai ser a “Expressa Faxineira”, ajudando as domésticas de Paraisópolis a atenderem dois bairros de bacanas.

E outra, nenhum rico vai se importar de usar uma avenida que passa no meio de uma favela. O pessoal lá é pobre, mas é limpinho e hoje em dia todo mundo tem carro blindado, segundo a Danuza Leão.

E nem me venha dizer que os preços dos imóveis na beira da evenida vão ficar caros, que vai começar a especulação imobiliária. Conspiração isso! Vão fazer o que? Queimar a favela, arrancar os pobres de lá e construir “torre” de rico? Me poupe!

O incendio de hoje aconteceu a 300 metros do fim da avenida. 300 metros! Longe pra caralho, você mesmo não percorre uma distancia dessas sem a ajuda do seu personal.

(ps: Se vc ficou puto com o texto, volte 5 casas e leia com ironia. Vai melhorar)