parla

Livro de arte, por definição, tem que ter uma boa produção gráfica e editorial. Literatura algumas vezes também recebe tratamento especial. Mas, para mim, livros históricos, bibliografias e toda obra que gira em torno de um tema específico são um convite para uma bela produção. Normalmente estas obras estão recheadas de imagens, ideias, detalhes, “ganchos”, para enriquecer o tratamento gráfico.

Na obra Parla! O Imigrante italiano do segundo pós-guerra e seus relatos, a autora, Luciana Facchinetti, traz histórias, relatos e memórias dos imigrantes italianos e de seus descendentes, por suas próprias palavras, usando a “história oral” como técnica de documentação.

Não pense que neste livro você irá encontrar mais um pouco da Terra Nostra Global. Esta obra traz um outro imigrante, diferente do camponês do inicio do século XX. Fugindo da segunda guerra mundial, este imigrante é urbano, letrado e cheio de consciência politica. O texto pode ser lido como um conjunto de fragmentos, colagem de memórias de quem fez a História. Quem descende de família italiana com certeza escutará em muitos relatos a voz do nonno ou da nonna.

A obra toda é feita com muito cuidado por todos os envolvidos no projeto. Lucianna Facchinetti é historiadora pela PUC/SP e mestre em História Social pela Unicamp, além de descendente direta de alguns de seus personagens. Rodrigo Facchinetti (é jabá sim, e dai? kkkkkk), responsável pelo projeto gráfico é neto destes mesmo personagens. O livro é Editado pela Angellara Editora, editora especializada em livros acadêmicos e obras de autor, que pertence a Rosalba Facchinetti, mais uma descendente.

Aproveitando todas as possibilidades que uma obra cheia de história pode trazer, a montagem de capa foi feita sobre foto do imigrante Giuseppe Facchinetti em sua primeira oficina de marcenaria com um funcionário no ano de 1957. O título montado sobre carimbo das delegacias italianas da época, encontrado nos passaportes do imigrantes. A página 3 apresenta o carimbo do passaporte dos imigrantes que vieram para o Brasil. O livro todo é PB, e uma boa solução encontrada para manter a qualidade das imagens foi usar um papel de miolo de alta qualidade. Assim, nenhum detalhe das fotos, já bem gastas pelo tempo, se perdeu.

Título:Parla! O imigrante italiano do segundo pós-guerra e seus relatos.

Autor: Luniana Facchinetti

Fotos: Alexandre Carvalho e arquivos pessoais

Revisão: Elaina Godoy

Capa e projeto gráfico: Rodrigo Facchinetti

Formato: 16×23 cm

Miolo: Tipologia Agaramond, papel Alta Print 90g, 1×1 cor, 224 páginas

Capa: Tipologia Book Antiqua, papel Cartão Supremo 250g, 4×0 cores

 

 



Minha formação é Editorial. Tenho a primeira página de um jornal como um campo sagrado da informação. Mas quando a idéia de traduzir em real time a capa do Estado de S. Paulo surgiu, não pude deixar de achar genial, desafiador, ousado e muito criativo.

Pude trabalhar neste projeto nas três ocasiões que o Red Balloon, mais uma vez junto com a Ogilvy, fez realizou a ação. Em 31 de janeiro de 2011 (link aqui) e em 30 de janeiro de 2012 (link aqui) a ação aconteceu no Estado de S. Paulo. E no dia 20 de junho de 2011 foi a vez da Folha de São Paulo (link aqui).

A logística e o trabalho envolvendo uma ação dessas é enorme. É preciso um diagramador só para a capa em inglês, mais três tradutoras, que vão passando as notícias para o inglês a medida que a redação vai fechando a capa.

Quem já acompanhou o fechamento da capa de um jornal sabe que as notícias vão sendo alteradas diversas vezes no decorrer da noite, e não são raros os casos em que sai uma primeira tiragem com uma capa e na madrugada roda uma segunda tiragem com uma capa diferente.

Todas essas situações aconteceram durante as traduções. E tiveram que ser contornadas, junto com o esforço de não alterar o sentido das matérias e ter que fazer as palavras em inglês caberem em espaços já determinados.

Com certeza, no meio de tantas dificuldades, erros na revisão e traduções estranhas aconteceram. Isso, ao meu ver, foi o mais admirável. Porque? Por que na preocupação de não alterar de forma alguma o sentido das matérias, abriu-se mão muitas vezes de um inglês mais “correto” para se usar traduções mais literais e manter o sentido da informação intacto. E assim, a tão sagrada primeira pagina é preservada.

Essa ação, além do reconhecimento dos profissionais da área e dos clientes da Red Balloon e dos jornais, ganhou o reconhecimento da mídia especializada, através do premio Max Midia de 2011 (link aqui).


Essa pergunta simples e corriqueira ganhou uma nova interpretação pelo pessoal da criação da Ogilvy Brasil e aqui do marketing do Red Balloon: E se as crianças pudessem ser realmente o que sonharam quando tinham seus 3, 4 anos?


Assim surgiu a ação Busines Card.


Reunimos algumas crianças para falarem o que pensam do futuro, e filmamos tudo. Dias depois da gravação, elas ganharam um cartão de visitas com a profissão que sonharam, e sairam se divertindo com os amiguinhos.

Confira toda a ação no video, e prepare-se para altas doses de fofura =D