Assisti ao excelente filme “A Fabulosa historia de Benjamim Button”. Não estou aqui pra fazer resenha de filme, vá, assista e veja pessoalmente que o filme é fodão. Tão fodão que me fez colocar a cachola pra trabalhar.

O tal do Benjamim nasce velho e vai rejuvenescendo ate morrer (meu sonho dourado, logo após voar) e nesta incrível jornada vai relatando num diário a sua vida. Sem perceber, ele vai entrando e fazendo parte da vida das pessoas. Veja bem, fazendo parte e não marcando. Ninguém percebe o seu problema, ele não é uma peça rara no meio do mar de pessoas naquelas vidas, é só mais um.

Mas, mesmo assim, o marinheiro mostra para ele a sua arte da tatuagem, a velha pianista o ensina a tocar e a sua namorada bailarina dança para ele.

Comecei a pensar que tive uma namorada bailarina que nunca dançou para mim e uma massagista que nunca me fez uma massagem.

Todos relacionamentos muito intensos. Mas agora talvez perceba que a intensidade criou uma barreira para a participação. E não vou negar que a culpa não seja bem minha.

Acho que começarei a deixar de marcar a vida das pessoas e participar delas.

E no meio disso tudo, me pego aqui, querendo apenas um texto de uma jornalista ou um sinal de fumaça…



Pegue lápis e papel e comece a marcar sim ou não.

Se a caneta falhar já vá treinando a resiliência…rsrsrs

A regra é simples, quanto mais sim mais resiliênte.

1 – Carinho e Apoio

__Eu tenho varias pessoas em minha vida que me dão amor incondicional, que me ouvem sem me julgar e sei que posso contar com elas.

__Eu participo de um grupo escolar, de trabalho, de fé ou qualquer outro grupo onde me sinto “cuidado” e valorizado.

__ Eu me trato com bondade e compaixão e invisto tempo para cuidar de mim mesmo (alimentação balanceada, horas de sono suficientes, exercícios físicos)

2 – Expectativas de Sucesso

__ Eu tenho varias pessoas em minha vida que deixam claro que acreditam em minha capacidade de ser bem-sucedido

__ Eu recebo a mensagem “Você pode ser bem-sucedido” no meu trabalho ou escola.

__Eu acredito em mim mesmo na maioria das vezes e geralmente me “dou” reforços positivos sobre minha habilidade de alcançar objetivos mesmo quando encontro dificuldades.

3 – Oportunidades de Participação Significativas

__ Minha Voz (opinião) e escolha (o que eu quero) são ouvidas e valorizadas nos meus relacionamentos pessoais mais íntimos mais próximos.

__Minhas opiniões e ideias são ouvidas e respeitadas no meu trabalho ou escola.

__ Eu me disponibilizo para ajudar os outros, uma instituição religiosa ou escola.

04 – Laços Positivos

__ Eu faço uma ou mais atividades ou hobbies depois do trabalho ou escola.

__ Eu participo de um ou mais grupos (clube, instituição religiosa, time, etc) fora da escola ou trabalho.

__ Eu me sinto “ligado ou próximo” á maioria das pessoas no meu trabalho ou escola.

05 – Limites Claros e Consistentes

__ A maioria dos meus relacionamentos com amigos e familiares tem limites claros e saudáveis (respeito mutuo, autonomia e equilíbrio entre dar e receber).

__ Eu entendo com clareza as expectativas e regras claras vigentes no meu trabalho e escola.

__ Eu estabeleço e mantenho limites saudáveis para mim mesmo ao me colocar perante os outros, não deixo que tirem proveito de mim e digo “não” quando necessário.

fonte: Ruymara Teixeira, pedagoga e amiga




As vezes eu me dou o direito que ficar debaixo do edredon assassino. Raras e providencias situações. E o grande barato disso tudo não é fazer isso num final de semana ou em um dia de folga. Ficar em baixo das cobertas, dormindo até doer as costas, por fuga mesmo, cuidando do umbigo por dentro e dormindo na esperança de prolongar o mesmo sonho por horas a fio, só tem graça se for num dia que não se pode fazer isso.

A grande sacada para mim é a terapia do choque, ou afirmação as avessas, sei lá o nome que pode se dar a isso. A fuga pelo sono e das obrigações para mim é a atitude mais extremada a se tomar, e mais eficiente também. Funciona com um “rebut” da maquina, como se formatasse o HD.

Dentro, ou melhor debaixo, do precioso edredon (que no meu caso é uma colcha indiana de meia jarda de comprimento e pesando uma tonelada) o mundo gira em 48 rotações. É quando eu percebo o quanto de maravilhoso o mundo é para mim, e que aquilo tudo não passa de…não passa de…não passa de qualquer cacete de descompensação que se eu soubesse a resposta não estava aqui debaixo desse edredon quente dos infernos!

Fato, me faz um bem danado. Cuidar de mim mesmo, refletir. E o fato de fazer isso quando não posso me mostra mais ainda como sou privilegiado, e amanha retornarei as ligações preocupadas dos amigos e meu emprego estará me esperando. Pq hoje eu falo que estou doente e acreditam. E se falto no trabalho sentem a minha falta mas no fundo estão contentes por eu descansar um pouco. Levanto no fim do dia, tomo um banho que seca a caixa d´água, subo na Aide e vou ao cinema, com pipoca mega e refri. Pequenos luxos que lavam a minha alma.

Negando as dadivas da minha vida, desafiando-as, eu as reafirmo.

É uma tática suicida, é eu sei. Mas funciona que é uma beleza!



Desde a saudosa propaganda, onde a criançada navegava por um rio de Toddynho, eu venho tentando achar um Todynho para a minha vida.

Fiz todas as misturas possíveis, quantidades, adicionei produtos da embalagem e de fora dela. Nada. E sempre ficava encafifado com o fato do Toddy sempre empelotar e o Toddynho ser tão fluido.

É a conclusão óbvia, o Toddynho é feito de Nescau. Por isso ele é assim, tão gostoso, amigo, companheiro. Por isso é que ele é leve, fluído, suave e a minha cara.

Essa é pra vc, Toddynho.

E pra matar a saudade: