Existem milhares de livros por ai ditando os passos de pessoas inteligentes, bem sucedidas, magras, lindas, eficientes. Ditando passos como amar melhor, comer melhor, em fim, viver melhor.

Para mim existe também um primeiro passo, muito simples, e depois dele clareia tudo nessa vida: admitir. Depois que eu admito que sou impotente perante os meus pensamentos e vontades tudo fica mais fácil. Reorganizo a mente, me desfaço de velhas vontades e crio novos pensamentos.

Foi assim que ontem a noite, ao revirar velhas fotos, lembrei de um momento do passado em que admiti minha impotência e fiz o mesmo perante novos pensamentos. A mente mente, isso é um fato.

Vendo a velha foto de uma igreja, lembrei de um tempo, quando passava sempre por uma igreja que existe na praça Clóvis Bevilaqua, ao lado da Praça da Sé (SP/SP).

Um dia, atormentado pelas araras e já completamente submisso aos meus pensamentos, entrei, peguei um papel e danei a escrever. Esse papel estava ao lado de uma caixinha onde os fiéis da igreja escreviam nomes de pessoas que precisavam de preces e desejos pessoais, depois os religiosos recolhiam os papeis e faziam orações para os pedidos.

Não queria nem saber se alguém iria ler ou rezar sobre o que eu escrevia, queria é por para fora. Escrevi, sem ler e sem reler. Ao terminar pensei, “mas ela nem irá receber!”.

Isso não faz a menor diferença, eu preciso tirar algo de dentro de mim, não colocar dentro de outra pessoa.

Ontem escrevi meu primeiro passo e estou mais leve.




Eu sempre busquei justificar algumas coisas, para algumas pessoas que eram incapazes de me entender. Quem é meu amigo costuma me definir como uma pessoa tranquila, calma e otimista. Os inimigos me chamam de conformista e resignado.

Mas nenhum destes adjetivos é capaz de explicar o que eu realmente sinto. Me acho mais uma pessoa controlada que calma e mais adaptável do que conformada.

Até conhecer o termo “resiliente”! Essa era a definição. A minha capacidade de me adaptar positivamente as situações é muito maior do que a maioria das pessoas é capaz de compreender. E quando me olham com cara de interrogação, querendo saber o que significa isso, ponho banca de “sabido” conto a parábola do bambu no vento e mando o fulano para o léxico! Hahahaha Era esse o termo, finalmente consegui definir em uma palavra, que nenhum vento é capaz de quebrar as minhas raízes, porque sei o prazer que é deixar minhas folhas no vento, pois o caminho sempre vai em direção da onde minhas raízes apontam.


Há alguns anos conheci uma menina (naquela época ainda era menina…) que falava o “pudim” mais lindo que eu já tinha visto.

E por muitos anos, tantos que nem vale muito a pena contar, esse “pudim” foi insuperável.

Bom, até alguns dias atrás.

Não que essa nova pronuncia do “pudim” seja melhor, pois são coisas diferentes, mas o impacto que causou no meu sossego é comparável.

Em homenagem aos “pudins” da minha vida, mando este post do Seu Jorge.

Como disse são “pudins” diferentes, portanto gostam de Seu Jorge por motivos diferentes. A primeira porque Seu Jorge é quase MPB, a segunda porque é quase Samba.

SEU JORGE – Cru, Samba Esporte Fino e MTV Apresenta.
http://www.mediafire.com/?sharekey=69ffb70acca4e06bab1eab3e9fa335ca94f2a025456f1bb6