Quando surpreendo os outros, uso os truques que já prendi. Ultimamente ando surpreendendo a mim mesmo e me descobri um mago diante de quem eu julgava ser.

Traindo o que a lógica e todo o racionalismo me dizia (para não trair a minha alma), descobri assombrado toda a força da conquista de mim mesmo.

Enquanto caía nas seduções do correto, do lógico, do “moral”, e assim do previsível, não entendia toda a perspectiva que a minha alma criava, todo a grandeza que é romper padrões, pecar e ser livre, elevar o espírito.

As surpresas do incerto, do relativo, das misturas, dos erros, das espontaneidades ou dos pecados, fortalecem a minha alma e me oferecem o nutriente mais importante: a evolução.

Quando não estou satisfeito em relação a algo, com certeza não estou sendo mais honesto em relação as minhas intenções sobre isto. O estado de conforto em que me encontrava já tinha de tornado letargia e isto estava me gerando muita insatisfação.

Estava há muito tempo confortável com o correto, mas havia me esquecido do bom. Estava em dia com as minhas obediências, mas havia abandonado as transgressões que tanto promovem mudanças e evoluções.

Minha vida é pautada constantemente por alternância do estado letárgico e desperto. E cada vez que faço o esperado reforço o meu padrão automático de torpor. E com isso vou gradativamente me perdendo de mim mesmo.

Só há saída no assombro, na surpresa. É me horrorizando com o meu estado letárgico que percebo o quanto estrito era o lugar em que eu estava.

Transgredir é um processo, e o momento em que me volto para uma nova direção marca um novo segmento na minha vida. É neste momento que algo também dentro de mim não quer a mudança, é o conforto da letargia. O momento que precede a mudança sempre gera confusão, desorientação.

O maior pecado que eu poderia cometer contra mim mesmo seria não dar este primeiro passo rumo á mudança, não usar todo o potencial da minha vida. Minha alma encontra novos objetivos para minha vida e assim me fortalece. É através destas mudanças que encontro um novo bom. Quem tem coragem de bancá-las não conhece a depressão.

A rebeldia que minha busca instala na minha alma faz dela um instrumento para o rompimento de normas, convenções e padrões. É a tradição que a letargia traz em si que faz um campo fértil para a transgressão. A tradição é o compromisso com o passado e com o que é esperado de mim em meio a todas as demandas do futuro.

Há uma disputa permanente entre o bom da tradição e o bom potencial da mudança. O bom que a mudança pode me oferecer só conhecerei transgredindo, mudando.

Mas também posso ficar seguro e na dúvida. Resta uma escolha.

A mudança estende o meu visto de permanência na vida, porque a própria vida é a possibilidade de definir novas mudanças para si mesmo.


4 Comments

  1. Manuela
    Posted 18/05/2009 at 17:41 | Permalink

    adorei… mudanças são necessárias… fato…

  2. Achadoo
    Posted 02/06/2009 at 17:28 | Permalink

    Vai ver o que estou aprontando…(no meu blog)

    sds!

  3. julia bac
    Posted 05/06/2009 at 00:22 | Permalink

    Oi, td bem?
    bom, realmenete agente tem o que aprender um com o outro, né?! hehehe eu mto economica e vc nada economico!!!
    eu ja tinha entrado aqui, o cadu me mostrou logo no começo do ano qdo ele me ajudou a fazer meu blog …
    vamos nos comunicando!
    ah vc vai no meu niver, né?! tem q ir !!!!
    Beijos e Parabens por voltar a ativa !!!

  4. Lu
    Posted 05/06/2009 at 19:03 | Permalink

    Oi Rô, parabéns pelo blog! belas palavras!!!Espero que escrever te ajude a encarar as agruras da vida, comig funciona!
    bjs
    Lu

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