Minha formação é Editorial. Tenho a primeira página de um jornal como um campo sagrado da informação. Mas quando a idéia de traduzir em real time a capa do Estado de S. Paulo surgiu, não pude deixar de achar genial, desafiador, ousado e muito criativo.

Pude trabalhar neste projeto nas três ocasiões que o Red Balloon, mais uma vez junto com a Ogilvy, fez realizou a ação. Em 31 de janeiro de 2011 (link aqui) e em 30 de janeiro de 2012 (link aqui) a ação aconteceu no Estado de S. Paulo. E no dia 20 de junho de 2011 foi a vez da Folha de São Paulo (link aqui).

A logística e o trabalho envolvendo uma ação dessas é enorme. É preciso um diagramador só para a capa em inglês, mais três tradutoras, que vão passando as notícias para o inglês a medida que a redação vai fechando a capa.

Quem já acompanhou o fechamento da capa de um jornal sabe que as notícias vão sendo alteradas diversas vezes no decorrer da noite, e não são raros os casos em que sai uma primeira tiragem com uma capa e na madrugada roda uma segunda tiragem com uma capa diferente.

Todas essas situações aconteceram durante as traduções. E tiveram que ser contornadas, junto com o esforço de não alterar o sentido das matérias e ter que fazer as palavras em inglês caberem em espaços já determinados.

Com certeza, no meio de tantas dificuldades, erros na revisão e traduções estranhas aconteceram. Isso, ao meu ver, foi o mais admirável. Porque? Por que na preocupação de não alterar de forma alguma o sentido das matérias, abriu-se mão muitas vezes de um inglês mais “correto” para se usar traduções mais literais e manter o sentido da informação intacto. E assim, a tão sagrada primeira pagina é preservada.

Essa ação, além do reconhecimento dos profissionais da área e dos clientes da Red Balloon e dos jornais, ganhou o reconhecimento da mídia especializada, através do premio Max Midia de 2011 (link aqui).


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