Quando não estou satisfeito com algo, com certeza não estou sendo mais honesto em relação as minhas intenções sobre isso.

Quando a hipocrisia vai ganhando espaço e a conduta é feita de dissimulações, paramos de sentir satisfação.

Nos sentimos plenamente satisfeitos quando conseguimos estar em dia com o que é “correto” e o que é “bom”.

Para ser honesto comigo mesmo, preciso estar em ordem e equilibrado com as minhas obediências e transgressões.

Esse equilíbrio é muito tênue. Pendendo para a obediência me sinto reprimido e insatisfeito. Pendendo para a transgressão me sinto culpado e desonesto. O equilíbrio começa a se formar quando transgrido a insatisfação.

Alem de tênue, esse equilíbrio é renovado a todo instante. É a renovação do que é correto e do que é bom que torna essa relação de insatisfação x honestidade dinâmica. Os “contratos” de correto e bom precisam ser revistos a todo instante.

Grande parte destes “contratos” geram duas percepções diferentes do mesmo compromisso. No momento em que há mais de uma pessoa no “contrato” é claro que há insatisfação de uma das partes, e assim há desonestidade.

Tento lembrar a todo instante que, quando não me sinto satisfeito, estou sendo por definição desonesto.

É necessário trair o “contrato” e redefinir o correto e o bom.

Também por definição isso irá gerar um novo bom e um novo correto, um novo satisfeito e um novo desonesto.

Para que seja redefinido mais uma vez…


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