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Livros de auto-ajuda são polêmicos, há quem adore o gênero e quem condene. Porém, uma indiscutível qualidade eles possuem: auto-ajuda é o único gênero literário que poderia dar vida ao trabalho do fotógrafo Kent Rogowski.

From the series: Everything I wish I could be

Como os assuntos destes livros se repetem bastante um pouco, as artes das capas e os títulos das obras foram utilizados brilhantemente pelo fotógrafo para formar narrativas e assim criar belas e interessantes imagens. Conheça o projeto “Everything I Wish I Could Be“.

Title: The end is just the beginning Title: Am I the only one?

Fonte: Revista Vida Simples

Esta obra reúne o melhor das artes gráficas e da literatura brasileira. Nada mais do que isso, o melhor. 318 Citações do Pr. Antônio Vieira foi organizado pelo professor Emerson Tin e tem projeto gráfico de Kiko Farkas e Adriano Guarnieri.

A qualidade da obra já começa pelo selo editorial, Tordesilhas foi idealizada pelo Estúdio Máquina, do próprio Kiko Farkas, quem também fez o logo. O selo se propõe (e consegue) a produzir obras de extrema qualidade editorial e gráfica.

É tanta coisa boa junta que terei que dedicar um tópico para cada uma. Porém, começo com a deliciosa nota com os créditos da obra. Além de facilitar muito o meu trabalho, ela é praticamente um hiperlink.

“Este livro, composto em tipografia Electra e diagramado pela Alaúde Editorial Limitada, foi impresso em papel Chamois Fine Dunas oitenta gramas pela Geográfica no dois milésimo sexagésimo sexto ano da publicação de Sobre o orador, de Marco Túlio Cícero. São Paulo, agosto de dois mil e onze.”

A não ser que você conheça Cícero, e em especial a obra citada, você já deve ter entendido porque se trata de um hiperlink e esta pensando em pesquisar no google. Eu facilito pra você. Marco Túlio Cícero foi um orador e filósofo romano, considerado o pai da oratória e o “criador” de muitos dos conceitos da filosofia. Na obra Sobre o orador, Cícero trata de qual é o papel de um orador e dá conselhos sobre como um orador deve agir.

A Editora: Tordesilhas
O Tordesilhas é um selo editorial dedicado a literatura que se propõe a atingir a excelência gráfica e editorial das suas obras, sempre convidando especialistas e tradutores renomados, tornando a leitura confortável por meio de design gráfico bem caprichado. Concebido pelo Máquina Estúdio, de Kiko Farkas, que criou também a sofisticada logotipia, o selo ainda possui uma versão para obras infantis, o Tordesilinhas.

O Projeto Gráfico: Kiko Farkas e Adriano Guarnieri.
Kiko Farkas é designer gráfico conhecido internacionalmente por vários trabalhos. Formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1982 e em 1987 abriu, em São Paulo, a Máquina Estúdio, realizando trabalhos nas áreas editoriais e culturais, como produção de cartazes, catálogos de arte, ilustração e livros.

O designer coleciona prêmios e trabalhos memoráveis, como a série de catálogos e cartazes para a OSESP e três prêmios Jabutis, da Câmara Brasileira do Livro. Em 2005 seu estúdio venceu o concurso para a criação da Marca Brasil, programa de identidade corporativa para o turismo brasileiro. Em 2006, a convite do Ministério da Cultura, Kiko Farkas foi co-curador e responsável pela criação do pavilhão brasileiro na feira DesignMai no programa Copa da Cultura, em Berlim. Kiko Farkas é membro da Alliance Graphique Internationale (AGI) e foi um dos fundadores da Associação de Designers Gráficos (ADG Brasil).

Adriano Guarnieri é designer, italiano e esta no Máquina Estúdio desde 2011. Infelizmente não consegui muitas informações sobre ele, além de seus belos trabalhos linkados no Behance.

O Organizador: < a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4706352P4">Emerson Tin
Emerson Tin é mestre e doutor em teoria e história literária pela Universidade Estadual de Campinas, entre outros títulos. Além das 318 citações, organizou os livros Para sempre – Cinquenta cartas de amor de todos os tempos (Editora Globo), Antologia da poesia barroca brasileira (Companhia Editora Nacional/Lazuli) e A arte de escrever cartas (Editora da Unicamp).

Pr. Antonio Vieira
O padre Vieira nasceu em Portugal em 1608 e formou-se noviço na Bahia, em 1626. Além de teologia, estudou lógica, física, metafísica, matemática e economia. Lecionou humanidades e retórica em Olinda e em 1634 foi ordenado sacerdote, na Bahia. Foi um grande e produtivo escritor do barroco em língua portuguesa. É considerado por muitos um mestre da oratória e um dos fundadores da literatura brasileira.

A Obra
318 citações do Pr. Antônio Vieira é a primeira obra da linha de antologias do selo editorial Tordesilhas. O organizador selecionou trechos de sermões, cartas e monografias do padre que ainda em seu tempo foi considerado o maior sermonista da Europa e da América.

Esta coletânea é ao mesmo tempo uma amostra da genialidade do Pr. Antônio Vieira, autor de frases belíssimas, e obra de referência, com citações agrupadas em ordem alfabética de tema (Admiração, Adulação, Alegria, Amizade, Amor… até Vontade).

Capa: 4×1 cores.
Miolo: 1 cor.
Papel: Chamois Fine Dunas 80g
Acabamento: Lombada colorida (quem souber o nome correto desse acabamento deixa ai em comentário….hehehe)
Gráfica: Geográfica
Capa: e Projeto Gráfico: Kiko Farkas e Adriano Guarnieri
Revisão: Eugênio Vinci de Moraes e Carmen T.S. Costa
Organização: Emerson Tin

Citações
Costumes
“A pior cousa que têm os maus costumes é serem costumes: ainda é pior que serem maus.”

Felicidade
“Não há felicidade sem companhia.”

Mundo
“O domínio do mundo não consiste em o possuir, consiste em o pisar.”

Necessidade
“Não há vício nem maldade que a fome não persuada, nem torpeza ou infâmia que a necessidade e pobreza não facilite.”

Obras
“Há ocasiões em que o não fazer consiste tudo.”

Paciência
“O amor pesa-se na balança da paciência: padecer menos é amar menos, padecer mais é amar mais.”

Perda
“Esta é a ingrata condição do natural humano: sentir mais o que perde do que estimar o que logra.”

Sofrimento
“Não é necessário ser grande para ser capaz de grandes penas.”

Ver
“Sendo tão natural no homem o desejo de ver, o apetite de ser visto é muito maior.”

“O ver é mais estimado dos homens que o viver.”

Vitude
“A virtude é como o segredo: oculto, conserva-se; manifesto, perde-se.”

Vontade
“Maior cativeiro é estar sujeito à vontade própria que à alheia.”


Quem tem mais de 30 anos fica com um nó na garganta só de lembrar da cena do cavalinho Artax, fiel amigo do Atreiú, morrendo no Pântano da Tristeza. Essas e outras cenas épicas fazem parte do filme História sem Fim, clássico absoluto da Sessão da Tarde nos anos 80.

O cavalinho (é assim que está no livro) Artax morre de tristeza. O obvio seria pensar que, para passar pelo Pântano da Tristeza, era preciso ser feliz. Mas, o recado que o filme dá nessa cena é a esperança, único sentimento que não fará os heróis afundarem na lama da tristeza.

Para quem não conhece, esta é a história do garoto Bastian, que perseguido pelos colegas de escola, infeliz com a sua família, em mais um dia de fuga das perseguições que sofria no colégio acaba dentro de uma livraria antiga e sombria (um sebo, basicamente….rs). Lá ele descobre o livro “História sem Fim”. Curioso, rouba o livro e se esconde no sótão da escola. Assim embarca na aventura do livro, que conta a história do fim do Reino da Fantasia, da morte da Imperatriz Criança e de como o Nada quer acabar com a imaginação no mundo. Para salvar esse mundo da Fantasia, Bastian precisa dar um novo nome para a Imperatriz criança, vencer seus medos e fazer parte da história.

O que pouca gente sabe é que o filme é baseado no livro homônimo de Michel Ende, escritor alemão de romances fantásticos e livros infantis. Estou aqui para falar do livro.

O filme, mesmo com dívidas claras ao livro, mantém viva a saga de crescimento espiritual e pessoal que os heróis, Bastian e Atreiú, devem passar. Uma das cenas que mais me marcou é quando Atreiú chega em frente as duas Esfinges. Ele precisa atravessar entre elas, porém, sempre que alguém tentar passar com medo, as esfinges soltam raios mortais pelos olhos.

Os cavaleiros mais corajosos de Fantasia já haviam falhado na tentativa. É que, instantes antes de atravessar, as Esfinges mostram para quem tenta passar a coisa mais assustadora de suas vidas: A verdade sobre si mesmo.

O ponto principal da história é que, para salvar Fantasia, Bastiam precisa realmente entrar na história. E para marcar isso no livro, os trechos que acontecem com Bastian dentro do livro e os trechos que acontecem fora do livro, são marcados em cores diferentes, marrom e verde.

Assim como eu fiz aqui, onde coloco em marrom o que falo sobre o que acontece fora da obra e em verde o que é sobre os ideias do livro, nessa linda produção gráfica o trecho que acontece com Bastian fora da Historia sem Fim esta em marrom e o que acontece dentro da historia esta em verde.

A saga é trançada em torno da luta destes jovens para que o Nada não destrua fantasia. O Nada é o nada mesmo. O fim. Ele é personificado como Gmork, um lobo. O trecho do diálogo entre Atreiú e o Nada, numa cidade destruída, é emblemático da mensagem do livro:

“- Calma, pequeno louco, rosnou o lobisomem. Quando chegar a sua vez de saltar para o Nada, você se transformará também num servidor do poder, desfigurado e sem vontade própria. Quem sabe para o que vai servir. É possível que, com sua ajuda, se possam convencer os homens a comprar o que não necessitam, a odiar o que não conhecem, a acreditar no que os domina ou a duvidar do que os podia salvar. Por seu intermédio, pequenos seres de fantasia, fazem-se grandes negócios no mundo dos homens, desencadeiam-se guerras, fundam-se impérios…”

FICHA GRÁFICA

A obra original é de 1979, e impresso no Brasil pela Martins Fontes desde 1985. O que apresento aqui é a 2ª tiragem (2001), da 8ª edição (2000).

A letra capitular do inicio do capítulo é uma ilustração lindíssima e delicada, muito próxima de uma xilogravura. O miolo é impresso em duas cores, marrom e verde, que dão um belo efeito nas ilustrações.

Não sei se a idéia de imprimir cada voz do livro em uma cor é da obra original, assim como as ilustrações, mas é isso que faz essa uma obra gráfica belíssima.

Capa: 2×2 cores. Preto e um marrom pantone.
Miolo: 2×2 cores pantone, verde e marrom.
Papel: provavelmente pólen 90g

Gráfica: Cromosete
Capa: Kátia Harumi Terasaka
Produção Gráfica: Geraldo Alves
Revisão Gráfica: Ivete Batista dos Santos e Márcia da Crus Nóboa Leme

Tradução: Maria do Carmo Cary
Revisão da tradução e texto final: João Azenha Jr.


Precisando praticar o Ingreis? Quer sair do Intuitive English, como eu? kkkk
Nada melhor do que literatura de verdade pra dar uma ajudinha.
No PLANET eBOOK você pode baixar for free um montão de ebooks dos classicos da literatura, tudo em inglês.

Enjoy!


A literatura é tão poderosa que não bastava tem uma comunidade no Facebook ou Orkut, ela precisava criar uma rede social inteira!!
Na verdade, mais de uma. Para todos os gostos e sabores, abaixo seguem alguns sites bacanas para se reunir em torno de algumas páginas.
Meu peferido. Me ache por lá: http://www.skoob.com.br/perfil/rodrigo_facknet
Rede social nos moldes do Facebook, o site permite fazer buscas por obras, autores e editoras.Também possibilita pesquisar quais usuários já leram as obras,  as notas que eles deram a elas,  comunidades e outros livros relacionados.
Nos moldes do Skoob, porem eu achei com propaganda demais. Não testei para poder dar um revedito.
Lançado durante a Festa Literária Internacional de Parati (Flip) do ano passado, a rede social permite aos seus usuários cadastrar os livros lidos, escrever resenhas, e criar comunidades sobre os autores. Parece que também conta com a participação de escritores.
Recomendadíssimo! É um site que agrega sebos do país inteiro. Já comprei inumeras vezes de diversas lojas e sempre me dei bem. Todos cumpriram o que prometeram, quando não recebi um livro bem melhor do que esperava. Como as lojas vivem de reputação, quem sacanear o consumidor é mau avaliado e acaba perdendo vendas futuras.
Indicado para os usuários interessados em realizar trocas de exemplares. Após enviar um livro para um colega, a pessoa ganha um crédito, que pode ser usado para solicitar uma outra obra cadastrada no acervo.
Não usei, não sei avaliar. E não usei simplesmente porque minha religião não permite trocar, fazer escambo, jogar fora, rasgar, dobrar ou macular de qualquer maneira um livro.
Esse post mesmo me custará algumas penitencias….

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